Posts com a tag "expografia"

Expedição com Álvaro Razuk

Tivemos um encontro com a equipe do Paço das Artes, incluindo um novo produtor, o Maikon Rangel, e o Álvaro Razuk, arquiteto de exposições, para conversar mais uma vez sobre a expografia. Como o nosso orçamento é limitado, fizemos uma “expedição” pelos depósitos do Paço das Artes para verificar se existem materiais que podemos re-utilizar.

No meio de inúmeros objetos inutilizáveis — como cadeiras quebradas, pedaços de madeira, e outras sobras de  exposições que não podem ser jogadas fora — identificamos algumas coisas que podem vir a ser parte do espaço expositivo da Temporada de Projetos na Temporada de Projetos:

  • 25 cadeiras de plástico
  • 4 mesas pentagonais
  • 1 tampo de mesa
  • 4 “puffs”
  • carpete azul e marrom
  • 1 poltrona com dois braços
  • 1 poltrona sem braço
  • 2 poltronas com um braço só
  • bancos de madeira
  • 1 sofá

A partir dessa “expedição”, o Álvaro ficou de nos fazer uma proposta para uma exposição com 300 projetos e encontros presenciais (considerando um público formado por 30 a 50 pessoas).

Sofá encontrado

Sofá encontrado

Poltrona encontrada

Poltrona encontrada

em: 22/04/2009

nas categorias:
reunião

tags: , ,

comente esse post

Reunião com Ligia Nobre

Sala de leitura Rodchenko na Tate

Sala de leitura desenhada por Rodchenko (em exposição na Tate). Clique na imagem para ler (em inglês) mais sobre a exposição no blog onde foi encontrada a fotografia.

Fizemos um segundo encontro para pensar o espaço expositivo da Temporada de Projetos na Temporada de Projetos. Ligia levou um livro sobre a história das expografias do MoMA no qual é apresentada a exposição com uma sala de leitura do Alexander Rodchenko que havíamos comentado como (contra-)exemplo (a sala apareceu recentemente numa exposição da Tate).

Falamos sobre como seria o mobiliário onde estarão disponibilizados os projetos, e que poderíamos aproveitar o material já disponível do Paço das Artes, como lustres, sofás, cadeiras, pufs, divisórias…

Conversamos que seria interessante se os projetos estivessem dispostos por número de inscrição no Edital Temporada de Paço das Artes 2009. A própria equipe do Paço marca os projetos com a numeração de acordo com a ordem de chegada. Pensamos que com isso evidenciaríamos o procedimento de organização da instituição sem termos de criar uma hierarquia nossa. Essa disposição também seria uma boa maneira de registrar os projetos ausentes (dos artistas que não autorizaram a exibição), já que ficaria muito claro quais são (e quantos são) os projetos que faltam.

A nossa preocupação, segundo a Ligia, consiste em mostrar quantidade, diferenciação, homogeinização, e ao mesmo tempo criar o espaço das oficinas (workshops) e encontros (palestras).

Pensamos em estruturas possíveis que podem registrar a visita do público e o resultado das oficinas. Uma delas é a disposição de papéis-fichas para que o público possa anotar um percurso de projetos que acha interessante e que ao ser compartilhado possa ser executado por outros visitantes (que também poderão sugerir outros percursos). Um painel pode servir como plataforma para que esses roteiros permaneçam no próprio espaço expositivo.

A idéia de usar estantes móveis também vem a calhar com o objetivo de um espaço mais flexível. Uma estante vazia permite que alguns projetos sejam remanejados para um agrupamento resultante das oficinas.

Embora o uso das estantes móveis parece ideal, algo na parede parece ser indispensável, e o painel de roteiros e comentários, junto com o texto curatorial, ocuparia esse espaço.

Pensar na cor e no material com os quais será produzido o mobiliário foi uma outra questão relevante. Esses elementos criam diferenciação sem hierarquia e evitariam a “cara” das exposições de arquivo geralmente realizadas com madeira.

Até tapete foi apontado como um aparato importante na expografia, no sentido que ele torna o ambiente mais confortável além de demilitar o espaço reservado à exposição.

Uma questão que não poderíamos esquecer era de como os projetos podem estar dispostos sem que o formato original deles seja alterado. Existem projetos encadernados, em pastas, folhas, soltas, grampeados. O que mais nos preocupa são os projetos em folha solta (como mantê-los em folha solta sem prejudicá-los com o manuseio do público?), e foram citadas algumas possibilidades para eles: pastas L, clips, saquinho, pasta com elástico. A pasta L nos pareceu melhor, e para vocês?

Plástico transparente

Fotografia de exemplo de plástico transparente com furos.

Pasta L

Fotografia de exemplo de "pasta L"


Prendedor de papel

Fotografia de exemplo de clips prendedor de papel

Pasta com elástico

Fotografia de exemplo de uma pasta de papel kraft com elástico


Reunião com Rejane Cintrão

Tivemos uma reunião no Paço das Artes com a Nathalia Meyer e a Marcela Amaral (equipe de produção) para explicar à nova gerente de projetos do Paço, a Rejane Cintrão, o que já foi realizado na Temporada de Projetos na Temporada de Projetos e as próximas etapas da proposta de curadoria.

Explicamos que com o desenvolvimento da nova versão do site faremos um segundo contato com os artistas-inscritos-participantes para que assinem, até 1 de junho, a autorização final, elaborada junto com a assessoria jurídica, para que os projetos deles sejam expostos.

Um outro ponto que entrou em pauta foi o orçamento da exposição. Temos até meio de Maio para definir esse orçamento por completo com tudo que a Temporada de Projetos na Temporada de Projetos vai precisar. Com um bom número de palestrantes e orientadores de workshop confirmados (8 de 13) esse orçamento já está mais esboçado.  Na “cota” reservada a essas atividades de suporte, tentaremos com que sejam oferecidas passagem de avião e hospedagem para aqueles que não são residentes em São Paulo.

Ainda em relação ao orçamento,  a expografia e o equipamento necessário são outros elementos chave para a definição dele, e dependem do trabalho conjunto nosso com os arquitetos.

Contamos para a Rejane a reunião que tivemos com o núcleo educativo do Paço das Artes, e que estamos acompanhando as atividades do Projeto Portfólio organizada por ele. Além disso, repetimos que pensamos a atuação do educador próxima ao do curador, no sentido de terem uma função mediadora entre os projetos e o público, e que gostaríamos da presença de um educador para orientar o manuseio dos projetos, sendo isso uma porta de entrada para uma ação de mediação. Em relação a isto, a Rejane perguntou se seria conveniente o uso de luvas para esse manuseio, mas acreditamos que isso poderia intimidar o contato que gostaríamos que o público tivesse com os projetos. Por último, reforçamos que seria interessante a elaboração de um material educativo para distribuição.

O Projeto Portfólio do educativo tem uma proposta muito parecida com a qual imaginávamos para uma das palestras/encontros da Temporada de Projetos na Temporada de Projetos, na qual um artista selecionado pelo Edital do Paço das Artes 2009 contaria o processo de elaboração do seu projeto até a realização da obra no formato expositivo. Assim, achamos interessante chamar o Hóspede, um dos artistas selecionados, para dar essa “palestra” da Temporada de Projetos na Temporada de Projetos com um aspecto um pouco mais diferencial da que vão realizar no Projeto Portfólio, no dia 30 de maio. Sendo um grupo que trabalha a partir de projetos de arquitetura e urbanismo achamos que existem muitas possibilidades para conversar com o Hóspede sobre o assunto “projeto”.

Comentamos o nosso interesse de acompanhar a montagem das obras de algum artista da Temporada de Projetos 2009. Como a próxima exposição já abre na semana que vem,  isso provalvelmente irá acontecer na última fase da Temporada, na qual irão participar o PINO, o Maurício Ianês, e o Michel Groisman.

Voltando a questão das palestras e encontros, contamos na reunião que estamos desenvolvendo atividades interdisciplinares que envolvam as unidades da Universidade de São Paulo, considerando que o Paço das Artes está dentro dela – ainda que curiosamente bastante distante. Configura-se uma preocupação que gostaríamos de abordar numa tentativa de estreitar os laços.  A idéia então é convidar docentes de várias unidades para estabelecerem relações entre o tema da Temporada de Projetos na Temporada de Projetos e suas respectivas áreas de pesquisa em pequenas aulas-palestras a ocorrerem ao longo  da exposição e no espaço expositivo. Acreditamos que esse estreitamento seria benéfico não só para oxigenar os debates que ocorrem dentro da área de artes visuais (ao apresentar, por exemplo, como se lida com a elaboração de projetos em outras áreas), mas também, no sentido inverso, esclarecer alguns modelos das artes visuais para as outras áreas (por exemplo, o fato de que, ao contrário do que se costuma pensar, muitos artistas operam hoje de modo muito similar ao do trabalho em outras área do conhecimento).  A equipe do Paço das Artes achou essa proposta bastante relevante, pois a integração com a Cidade Universitária por meio de temas que tangenciam as artes e as várias outras áreas vai ao encontro das intenções atuais da instituição.

Em outro momento da reunião, falamos sobre o apoio de projetos na rede como o Fórum Permanente e o Canal Contemporâneo. O Canal Contemporâneo, sob a coordenação da Patrícia Canetti, exerce um papel de divulgação e arquivo dos editais de salões e prêmios na área de artes visuais e também teve um papel importante na discussão da função e atuação de tais salões e prêmios atualmente.

em: 25/03/2009

nas categorias:
reunião

tags: , ,

comente esse post

Reunião com Álvaro Razuk

Tivemos um brevíssimo encontro com o Álvaro Razuk, arquiteto Paço das Artes, pois a reunião, que ocorreu no Paço, começou com atraso e tínhamos outros compromissos.

O Álvaro, que ainda não conhecia a proposta, foi bastante objetivo e prático em lidar com a questão da expografia da Temporada de Projetos na Temporada de Projetos. Embora não tenha se envolvido muito com a proposta do modo que gostaríamos pela rapidez do encontro, a partir de uma idealização nossa de que o espaço da exposição fosse dinâmico e expressasse as atividades que ocorreriam nela, ele fez sugestões bastante interessantes, como o uso de painéis, paredes ou plataformas móveis. Além disso, perguntou sobre outras instalações que ainda não tínhamos pensado como a iluminação e a disposição de computadores. Outras questões que o Álvaro fez foi se gostaríamos que os projetos estivessem dispostos de diferentes maneiras (alguns guardados e outros em primeiro plano) e se o espaço funcionaria como uma biblioteca, em que os usuários retiram os livros das estantes e não os devolvem, ou se o público definiria o lugar dos projetos no espaço.

Exposição Rochelle Costi no MIS

O Álvaro sugeriu que usássemos uma iluminação similar à usada na exposição de Rochelle Costi no MIS em 2008.

Dentro das possibilidades apontadas pelo Álvaro, ficou claro que a nossa opção deveria se dar na criação de um espaço funcional para leitura dos projetos e para a realização de encontros, e que deveríamos ter cautela para evitar hierarquias entre os projetos. Mesmo assim, ao fim da reunião, não chegamos a definir algo muito concreto que o Álvaro pudesse desenvolver.

em: 18/03/2009

nas categorias:
encontro

tags: , , ,

comente esse post

Encontro com Ligia Nobre

Em quase três horas de conversa numa padaria na Rua Maranhão, em São Paulo, explicamos à Ligia os detalhes do nosso projeto e conversamos sobre como ela poderia atuar no desenvolvimento da expografia.

Além de ouvir com muita atenção às nossas colocações e dúvidas, a Ligia deu muitas sugestões, principalmente em relação às pessoas que gostaríamos de envolver no projeto. Ela sugeriu sempre trazer aquelas que estejam “a favor” do projeto, já que, por mais que a intenção seja gerar o debate — e ele normalmente ser fruto das discordâncias entre as pessoas — ele não se torna saudável se a discordância for com o próprio projeto.

O Atomium, é o local onde ocorreu o projeto The Baudouin/Boudewijn Experiment de Carsten Höller

O Atomium, é o local onde ocorreu o projeto "The Baudouin/Boudewijn Experiment" de Carsten Höller

Em seguida, foi a Ligia quem contou mais sobre sua trajetória. Se formou em arquitetura pelo Mackenzie, mas sempre manteve um forte interesse em arte. Esse interesse levou ao seu envolvimento em projetos como o Arte/cidade, bem como a criação do exo experimental, que teve um importante papel na introdução de programas de residências no Brasil e de debates interdisciplinares. Em estadias na Europa trabalhou em projetos de Carsten Höller, Boris Groys e Raqs Media Collective. Depois de longo período fora, retornou ao Brasil recentemente para, entre outros, o desenvolvimento de um projeto em São Paulo com os arquitetos Herzog&DeMeuron.

Em relação ao “exo”, que consideramos um projeto que teve importantes conquistas no pensamento interdisciplinar, explicamos a ela que, embora exista — desde a nossa proposta inicial — uma vontade de dar à exposição um caráter mais interdisicplinar, ainda não conseguimos desenvolver um módulo de palestras que tivesse essa abordagem.

De volta às características específicas da exposição, conversamos também sobre a intenção de criar um espaço dinâmico, que fosse transformado — e transformável desde a sua concepção — ao longo do período da exposição. Além dos croquis que elaboramos para o projeto inicial, levamos para ela algumas referências de como poderia ser esse espaço, como as instalações elaboradas pelo projeto “curating degree zero” e a exposição “Section 7 Books“.

No que se refere à participação dela na construção do espaço expositivo, consideramos que, como arquiteta, ela também estaria elaborando um projeto — o projeto expográfico — e assim gostaríamos também que ela falasse sobre esse projeto em um dos encontros, ou seja, encarando desde já a possibilidade de tematizar, dentro do contexto da produção de projetos, o projeto expográfico como um “projeto”. Ela já havia se interessado pela nossa proposta tanto pelo posicionamento crítico que ela identificava no projeto como pela origem dele; então a possibilidade de atuar, nesse meio, como arquiteta — posição que ela nunca chegou a exercer plenamente nessa área — a atraiu e ela disse que consideraria o convite.